domingo, 22 de fevereiro de 2015

Por que certas ONGs não querem o fim do desmatamento na Amazônia?

O Desmatamento de florestas na Amazônia está caindo há uma década. Veja o gráfico com os dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ano passado desmatou-se 82% a menos do que em 2004. Mas os jornais de São Paulo e Rio, o sul maravilha, continuam noticiando aumentos irreais na destruição da floresta. A quem interessa a construção desses cenários irreais? Quanto certas ONGs teriam de orçamento e doações se as Fundações internacionais conhecessem a realidade?

Manchete do jornal O Globo de 23 de março de 2015
Nos anos em que o desmatamento de florestas na Amazônia era de fato alarmante, algumas ONGs, entre elas o Imazon, encontraram um nicho de negócio. Seus ambientalistas passaram a usar os números de desmatamento do Inpe para convencer fundações internacionais, como a Fundação Ford e a Gordon and Betty Moore Foundation, a despejarem dinheiro na ONG para lutar contra a destruição da Amazônia.

Quando os números oficiais do Inpe passaram a mostrar a tendência de queda anual na destruição da Amazônia ficou mais difícil para os ambientalistas afundarem a mão nos bolsos das fundações. Então eles passaram a produzir os próprios números de desmatamento. Espertamente, os ambientalistas de caráter duvidoso do Imzaon pautam os jornais do sul com comparações mês a mês de desmatamento detectado por eles mesmos.

Os jornalistas, que normalmente não desconfiam dos ambientalistas, aceitam as comparações mês a mês, que não servem como tendência de desmatamento, e dão essas manchetes completamente descoladas da realidade. Dessa forma, o Imazon e outras ONGs de caráter duvidoso, mantém o clima e ameaça à floresta amazônica e continuam metendo a mão dos bolsos das fundações internacionais.

Pautar os jornais com informações alarmantes, muitas fezes falsas, sobre o descontrole do desmatamento na Amazônia virou questão de sobrevivência para algumas ONGs ambientalistas. Se as Fundações internacionais se convencerem de que o problema está sob controle, a tendência é que interrompam o fluxo de recursos que sustentam as mesmas ONGs que pautam os jornais.

O desmatamento na Amazônia hoje é residual. Está ligado à pequenas propriedades que não podem simplesmente serem extirpadas da região. Combater esse desmatamento residual exige estratégias diferenciadas. ONGs sérias estão estudando formas de incentivar a intensificação do uso do solo e o empoderamento da economia florestas dessas pequenas propriedades como forma de combater o desmatamento, enquanto os ecopicaretas continuam mentindo sobre a região.

Fiz uma pesquisa rápida na página do jornal O Estado de São Paulo digitando no campo de busca do jornal a palavra "Imazon", uma das ONGs que aprendeu a viver do terrorismo em relação ao desmatamento na Amazonia. Vejam o resultado. Reparem nas datas, nas manchetes e nas retrancas. Comparem da datas com o Gráfico acima que mostra os números oficiais de desmatamento na Amazônia produzido com dados do Inpe.

















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