segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ganhos de produtividade têm limites: Brasil não conseguirá atender metas de produção da alimentos da ONU

A agropecuária vem perdendo anualmente cerca de dois milhões de hectares de terras agricultáveis para criação de unidades de conservação, assentamentos e terras indígenas. Foi o que afirmou Evaristo de Miranda, pesquisador da Embrapa, durante o VI Fórum e Exposição Abisolo, realizado na semana passada [15 e 16], em Ribeirão Preto (SP). De acordo com o pesquisador da Embrapa a área ocupada com UCs, TIs e assentamentos representa “um excesso”.

De acordo com Miranda, 35,7% do território brasileiro estão bloqueados para a produção agropecuária por serem áreas protegidas sob controle estatal. “É um excesso”, disse. Para efeito de comparação, no mundo, outros países de grande extensão territorial – caracterizados por terem mais de dois milhões de hectares -, têm um percentual de 9% apenas de área bloqueada.

E com as recomposições previstas no novo Código Florestal, alertou o pesquisador, estima-se que entre 30 a 95 milhões de hectares de área agrícola produtiva deixarão de existir. Segundo Miranda, será inviável para o Brasil atender ao chamado da ONU, por exemplo, de aumentar sua produção agrícola somente por meio de ganhos de produtividade. “Existe um limite para isso. Precisaremos de mais área.”

Com informações de Ronaldo Luiz do portal Sou Agro: Sanha estatal bloqueia 35% do território para agropecuária. Imagem de Zeca Ribeiro - Câmara dos Deputados

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