quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dupla se passava por fiscais do Ibama para extorquir fazendeiros em Goiás

Dois homens, de 58 e 40 anos, foram presos nesta segunda-feira (10) suspeitos de se passar por fiscais ambientais para extorquir fazendeiros em cidades de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, Regisnaldo Correa Dantas e Eusvaldo Alves de Sousa visitavam propriedades rurais aplicando multas de até R$ 2 milhões. Porém, diziam às vítimas que a infração poderia ser perdoada caso pagassem valores em torno de R$ 5 mil.

De acordo com o adjunto da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DEMA), Alexandre Nogueira, a dupla vem praticando golpes em cidades do sudoeste goiano, como Mineiros e Rio Verde há mais de dez anos. Os dois chegavam numa caminhonete adesivada, com giroflex e fardados como fiscais ambientais. Em alguns momentos diziam ser fiscais da Agrodefesa, em outros policiais ambientais e ainda agentes do Ibama.

Um dos suspeitos foi detido em Goiânia e o outro em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Segundo o delegado Luziano de Carvalho, ambos confessaram o crime. Com os dois foram encontrados roupas similares aos uniformes dos servidores, carteiras de identificação falsas, algemas e até um revólver calibre 38 com munições.

O investigador explicou que os suspeitos criaram uma Organização Não Governamental (ONG) para cometer os crimes. "Eles diziam que o valor cobrado para abater a multa seria em troca de um anúncio em uma revista criada pela própria ONG. Porém, esse material só teve uma edição, produzida por eles mesmos para praticarem o golpe. Tem até entrevista minha lá que eles colocaram lá”, disse o delegado ao Portal G1.

Os dois eram investigados desde fevereiro do ano passado. Pelo menos nove vítimas já foram identificadas, mas recibos encontrados com eles indicam que há mais pessoas lesadas. O delegado disse que ainda procura outras cinco pessoas que também teriam envolvimento com o esquema. A Polícia Civil apura se policiais militares também participavam, facilitando a realização da falsa fiscalização.

Ambos estão presos preventivamente por corrupção passiva e ainda serão investigados por extorsão, associação criminosa e usurpação de função pública.

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