domingo, 3 de julho de 2016

Cães abandonados viram predadores na Floresta da Tijuca

Animais negligenciados pela gente diferenciada da urbe invadem áreas de conservação do país e causam desequilíbrio ambiental.
Matéria publicada no jornal O Globo on line dá conta de um novo problema ambiental na Floresta da Tijuca. Um novo predador cada vez mais numeroso extermina a já ameaçada fauna daquela Unidade de Conservação Federal. Nenhum animal silvestre escapa dos cães domésticos que vagam pela floresta e caçam em matilhas. E não é apenas lá. Biólogos alertam que o cão doméstico se tornou o principal predador da vida silvestre no Brasil.

No Parque Nacional de Brasília há matilhas com até 20 animais, vários deles voltaram a um estado selvagem — adverte a pesquisadora Isadora Lessa, da Universidade de Brasília. Ela, uma das autoras de um estudo recém-publicado sobre os danos causados por cães domésticos em áreas protegidas em todo o país.

Autor de um dos primeiros estudos sobre cães domésticos nas matas brasileiras, Mauro Galetti, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, é categórico sobre os riscos: "O cão doméstico é o predador dominante nas áreas silvestres do Brasil. Ele não só mata diretamente quanto transmite doenças. Na reserva de Santa Genebra, no estado de São Paulo, os cães extinguiram os veados. A situação está fora de controle e não há solução à vista", salienta Galetti.

Veja a matéria original na íntegra em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/caes-abandonados-viram-predadores-na-floresta-da-tijuca-19583787#ixzz4DNMQLZ6X

Qual é mesmo a principal preocupação do movimento ambientalista no Brasil?

Foto: Hermes de Paula

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